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São Paulo

Trabalhadores usaram celulares para acionar bombeiros durante desabamento no Brás, em São Paulo

Edifício de quatro andares desabou na noite de sexta-feira (6) no Brás; 27 pessoas foram resgatadas pelos bombeiros e quatro encaminhadas a uma UPA em situação estável.

Sobreviventes ligaram para bombeiros de dentro de prédio desabado no BrásFoto: Jessica Bernardo/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
7 de novembro de 202612:29
Atualizado agora há pouco às 12:02

Um prédio de quatro andares desabou no início da noite da última sexta-feira (6) no bairro do Brás, região central de São Paulo. No momento da queda, trabalhadores que faziam o carregamento de tecidos no imóvel usaram os próprios celulares para pedir socorro, segundo relatos de sobreviventes.

O angolano Jhony Wanga, que estava no local, contou que ele e os colegas fizeram diversas ligações para o Corpo de Bombeiros ainda de dentro do edifício. «Quem tinha celular, tava ligando para os bombeiros», disse ele à reportagem. Segundo o trabalhador, o socorro chegou em cerca de sete a oito minutos, e mais de 15 chamadas teriam sido feitas pelo grupo.

Ao todo, 27 pessoas foram retiradas dos escombros pelos bombeiros. Quatro vítimas com ferimentos leves foram levadas em situação estável para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Outras oito pessoas conseguiram deixar o prédio por conta própria, de acordo com as informações divulgadas até a manhã deste sábado (7).

Jhony voltou ao local na manhã deste sábado para tentar recuperar uma mochila que ficou sob os destroços. Ele relatou que acredita que o excesso de peso possa ter provocado o desabamento. «Pra mim, o que causou isso foi o peso, que os chineses [donos do estabelecimento] queriam levar tudo no terceiro andar, no último andar do prédio. Então, tinha muito peso», afirmou.

Segundo o trabalhador, os funcionários descarregavam a carga de um contêiner de tecidos recém-chegada, que ele estimou em cerca de 23 toneladas. Ele contou que estava no primeiro andar quando o teto desabou. «Você fica sem palavras», relatou.

Durante a ocorrência, trabalhadores que ficaram presos no imóvel precisaram quebrar um vidro para facilitar a circulação de ar enquanto aguardavam o resgate, conforme relatos de pessoas que estavam no local.

O estabelecimento não possuía Auto de Licença de Funcionamento, emitido pela Prefeitura de São Paulo, nem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros. As circunstâncias do desabamento ainda serão investigadas pelas autoridades competentes.

Equipes de resgate retomaram as buscas por possíveis vítimas sob os escombros ao longo do sábado. Cães farejadores não encontraram sinais de pessoas presas nos destroços, segundo informações divulgadas pelos bombeiros.

O caso segue em apuração, e novas informações sobre as causas do desabamento e sobre a situação do imóvel devem ser divulgadas nos próximos dias.

Fonte de referência: São Paulo – Metrópoles — https://metropoles.com/sao-paulo/sobreviventes-ligaram-para-bombeiros-de-dentro-de-predio-desabado-no-bras

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