A Polícia Militar suspendeu neste sábado (7) o show gratuito do cantor Natanzinho Lima no bairro de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. Segundo a corporação, uma vistoria no local identificou que o evento não possuía as licenças exigidas para garantir a segurança do público.
O cantor de piseiro pretendia gravar um DVD durante a apresentação. Em nota, a organização informou que o evento será remarcado em data oportuna, quando a segurança for assegurada a todos os presentes. «Família Paraisópolis, desculpa», publicou o artista em suas redes sociais.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que o show não tinha as licenças necessárias e que o Corpo de Bombeiros autuou o Campo do Palmeirinha, onde ocorreria a apresentação. De acordo com a pasta, a atuação foi preventiva e não houve registro de ocorrências até o momento.
Em vídeos nas redes sociais, Natanzinho Lima afirmou que parte do público já se concentrava em frente ao palco desde as 9h da manhã. O cantor declarou que o cancelamento ocorreu porque o público ficou acima do esperado e o esquema de segurança não era suficiente para a quantidade de pessoas.
«Meu empresário me acordou: ‘Natan, acorda aí, que eu tenho uma notícia que você não vai ficar muito feliz’. Era o cancelamento do nosso evento na favela. Era um sonho meu», relatou o artista.
A Polícia Militar informou que mantém planejamento operacional e reforço do policiamento na região para garantir a segurança de moradores e frequentadores, além da preservação da ordem pública. A atuação, segundo a corporação, ocorre de forma preventiva.
O caso ocorre em meio a um levantamento do observatório De Olho nos Ruralistas que apontou Natanzinho Lima como o artista que mais faturou com shows pagos por prefeituras e governos estaduais desde 2024. Segundo o relatório, o cantor teve R$ 158,1 milhões contratados para 336 apresentações.
O estudo também indicou que os 40 artistas que ultrapassaram a marca de R$ 50 milhões em contratos públicos somaram R$ 3,08 bilhões no período analisado. Na lista, Natanzinho aparece seguido por Henry Freitas, com R$ 125,9 milhões, e Wesley Safadão, com R$ 113,1 milhões.
A reportagem procurou a organização do evento e o artista para novos esclarecimentos sobre a nova data do show, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.
Fonte de referência: São Paulo – Metrópoles — https://metropoles.com/sao-paulo/show-de-natanzinho-lima-e-adiado-em-sp-apos-pm-apontar-falta-de-seguranca

