Um prédio comercial de quatro andares desabou no bairro do Brás, na região central de São Paulo, no início da noite desta sexta-feira (6). O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 18h38 e enviou ao local mais de 50 agentes e 17 viaturas para atender a ocorrência.
De acordo com a capitã Karoline Magalhães, dos Bombeiros, 35 pessoas trabalhavam no imóvel no momento do desabamento, carregando e descarregando rolos de tecido. Oito conseguiram sair sem serem atingidas. As outras 27 foram alcançadas por partes da estrutura, mas nenhuma sofreu ferimentos graves.
Quatro dessas vítimas foram encaminhadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Mooca e permaneciam em estado estável, segundo a corporação. Cães treinados pela polícia atuaram no local para verificar a possibilidade de pessoas soterradas, mas todos os 35 trabalhadores foram contabilizados e ninguém está desaparecido.
O térreo do edifício funcionava como loja de tecidos, e os andares superiores estavam sendo carregados com a mercadoria, conforme relatos de testemunhas. O prédio não possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento que atesta a conformidade da edificação com as normas de segurança contra incêndio e pânico.
Trabalhadores que estavam no local mencionaram excesso de peso nos andares de cima, o que pode ter contribuído para o colapso. A causa exata do desabamento, no entanto, ainda não foi determinada pelas autoridades, que devem investigar as circunstâncias.
Imagens de uma câmera do sistema Smart Sampa registraram o momento da queda da estrutura. Equipes de resgate permaneceram no local para concluir a vistoria dos escombros e garantir que não houvesse risco adicional.
A região do Brás é conhecida por concentrar comércios populares, especialmente de tecidos e vestuário, e o imóvel atingido se inseria nesse contexto. A prefeitura e o Corpo de Bombeiros não informaram, até a publicação desta matéria, se outros imóveis vizinhos passariam por avaliação estrutural.
O caso reacende a discussão sobre a fiscalização de edificações comerciais na capital paulista. A ausência do AVCB é um indicativo de que o prédio não havia passado pela vistoria obrigatória, mas as responsabilidades ainda serão apuradas pelos órgãos competentes.
Fonte de referência: São Paulo – Metrópoles — https://metropoles.com/sao-paulo/o-que-se-sabe-sobre-o-predio-de-4-andares-que-desabou-no-bras-nessa-sexta

